segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Orégão


Família: família das Lamiáceas (Labiadas)


Nomes vulgares: Manjerona-brava, Manjerona-selvagem, Ourégão-Vulgar-do-Minho, Ourego.

Habitat e distribuição: Planta vivaz herbácea, nativa da Europa e subespontânea no Médio Oriente, prefere solos pedregosos em zonas de montanha.

Partes utilizadas: Partes aéreas floridas e óleo essencial.

Farmacologia e actividade biológica: Em problemas respiratórios como antitússico. Na dispepsia, pela acção colagoga e carminativa. O carvacrol e o timol são antibacterianos e antifúngicos. Anti-séptico das vias urinárias. Diaforético.

Usos etnomédicos e médicos: Perda de apetite, dispepsias hipossecretoras, flatulência e cólicas gastrintestinais. Disquinesia hepatobiliar e colecistites. Afecções broncopulmonares. Em uso tópico, em inflamações orofaríngeas, na dor de dentes (óleo essencial diluído) e em fricções, com óleo essencial, no reumatismo.

Contra-indicações: Não administrar, nem aplicar topicamente o óleo essencial a pessoas com alergias respiratórias ou com hipersensibilidade (deve fazer-se o teste de tolerância).

Efeitos secundários e toxicidade: O óleo essencial, em doses não terapêuticas, pode originar efeitos estupefacientes.

Formas de administração:
Uso interno
-infusão;
-tintura (1:5);
-óleo essencial;
-supositórios.
Uso externo
-infusão;
-óleo essencial.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Papoila


Família: família das Papaveráceas.


Nomes vulgares: Ópio-do-Povo, Papoila-Brava, Papoila-das-Searas, Papoila-Ordinária, Papoila-Vermelha.

Habitat e distribuição: Planta herbácea anual, originária do Mediterrâneo Oriental, julgando-se ter sido introduzido na Europa e outras regiões do globo com a cultura dos cereais. Encontra-se frequentemente nas searas, campos cultivados e incultos de quase todo o Continente e Ilhas Adjacentes.


Partes utilizadas: Pétalas.


Farmacologia e actividade biológica: Os alcalóides isoquinoleicos têm uma acção sedativa fraca, espasmolítica e antitússica; as mucilagens são responsáveis pelas propriedades emolientes e inibidoras da tosse.


Usos etnomédicos e médicos: Em inflamações das mucosas brônquicas (tosse), como emoliente. Em caso de insónia e ansiedade, como sedativo. Nos espasmos nervosos.


Contra-indicações: Não são conhecidas.


Efeitos secundários e toxicidade: Pelo conteúdo em alcalóides, não usar preparações concentradas durante a gravidez, a aleitação e em crianças até aos 3 anos.


Formas de administração:
Uso interno
-infusão;
-tintura (1:5);
-xarope (diluente com infusão a 25%).

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

HERA



Família: família das Araliáceas


Nomes vulgares: Aradeira, Hédera, Hedra, Heradeira, Hera-dos-Muros, Hera-Trepadora.


Habitat e distribuição: Arbusto trepador, originário da Europa Ocidental, Central e Meridional e das regiões mediterrânicas. Encontra-se nos muros, rochedos e árvores do Continente e Ilhas Adjacentes.


Partes utilizadas: Folhas dos ramos estéreis (as estéreis possuem 3 a 5 lóbulos triangulares ao contrário das férteis).


Farmacologia e actividade biológica: Os saponósidos e os poliacetenos têm acção espasmolítica, expectorante, antifúngica e antibacteriana.


Usos etnomédicos e médicos: Bronquite, catarro crónico, tosse espasmódica. Na gota e reumatismo. Externamente, na cicatrização de feridas, varizes, e na celulite.
Principais indicações: Tosse e bronquite.


Contra-indicações: Gravidez, aleitação.


Precauções e toxicidade: O uso interno deve ser feito sob controlo médico. As folhas jovens podem causar dermatites por contacto.


Formas de administração:
Uso interno
-infusão.
Uso externo
-cozimento a 20%.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Lúcia-lima



Família: família das Verbenáceas.


Nomes vulgares: Bela-Aloísia, Bela-Luísa, Erva-Luísa, Doce-Lima, Limonete.


Habitat e distribuição: Arbusto originário da Argentina, Peru e Chile, é espontâneo na América do Norte, cultivado na Europa Meridional. Actualmente Marrocos é o principal produtor.


Partes utilizadas: Folhas.


Farmacologia e actividade biológica: Pelo óleo essencial e flavonóides aumenta o apetite e tem acção espasmolítica e anti-séptica. É um bom corrector de sabor.


Usos etnomédicos e médicos: Dispepsias hipossecretoras, falta de apetite, flatulência, cólicas gastrointestinais e vómitos. Na agitação, insónia e enxaqueca.


Principais indicações: Como digestivo, carminativo e calmante suave.


Contra-indicações: Não usar por períodos longos, pois pode provocar perturbações gástricas e até gastrites.


Efeitos secundários e toxicidade: Não são conhecidos.


Formas de administração:
Uso interno
-infusão;
-tintura (1:10).
Uso externo
A essência é usada, directamente ou diluída, como repelente de insectos.

Alecrim



Família: Família das Lamiáceas (Labiadas)


Nomes vulgares: Alecrim-da-terra, Alecrinzeiro, Alicrizeiro.


Habitat e distribuição: Arbusto vivaz do litoral mediterrânico, em terrenos secos e pobres, principalmente calcários. Encontra-se em charnecas e pinhais do Centro e Sul do Continente. É muito cultivado.


Partes utilizadas: Folhas e óleo essencial


Farmacologia e actividade biológica: Em animais tem sido verificada a actividade colerética, colagoga, antiespasmódica e hepatoprotectora, atribuída aos flavonóides e outros constituintes polifenólicos. Os compostos amargos estimulam as secreções gástricas. O óleo essencial tem acção anti-séptica e, devido à cânfora, acção estimulante sobre a circulação e o sistema nervoso. Externamente, é activador da circulação periférica e anti-inflamatório.


Usos etnomédicos e médicos: Como normalizador das perturbações digestivas ligeiras associadas a disfunções hepatobiliares, flatulência, anorexia. Adstringente e diaforético, aumenta a sudação. Como tónico circulatório hipertensor. Externamente, coadjuvante no tratamento de reumatismos musculares e articulares, como analgésico e anti-inflamatório nas mialgias, nevralgias, e inflamações osteoarticulares; no couro cabeludo como estimulante.


Principais indicações: Anorexia, digestões lentas e flatulência por disquinesia biliar. Em balneoterapia, como activador circulatório e anti-reumatismal.


Contra-indicações: Não usar o óleo essencial por via interna durante a gravidez, aleitação, nem em crianças com idade inferior a seis anos, ou em doentes com gastrite, duodenite, úlcera péptica, síndroma do cólon irritável, doenças inflamatórias intestinais, ou doenças neurológicas acompanhadas de tremores ou convulsões.


Efeitos secundários e toxicidade: Não usar o óleo puro, por via interna, pois pode produzir cefaleias, convulsões, espasmos, gastroenterite, lesão renal. Pode ser abortivo em doses elevadas. Topicamente, o óleo essencial produz rubefacção dérmica, devendo evitar-se a aplicação sobre as mucosas e em zonas cutâneas desprotegidas.


Formas de administração:
Uso interno
Dose média diária, 4 a 6 g de fármaco.
-infusão (10 min);
-extracto fluido (1:1) em etanol a 45o;
-óleo essencial;
-extracto seco (5:1).
Uso externo
-cozimento;
-óleo essencial.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Infusão


Consiste em colocar a planta numa vasilha sobre a qual se verte água a ferver.
Deixa-se repousar durante 15/20 minutos.
É a forma recomendada para as folhas, flores e talos.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

AGRIÃO




Família: família das Brassicáceas (Crucíferas).


Nomes Vulgares: Agrião-da-água, Agrião-das-fontes.


Habitat e distribuição: Planta herbácea perene, encontra-se frequentemente em fontes, rios, valas e lugares húmidos de Portugal.


Partes utilizadas: Partes aéreas floridas

Farmacologia e Actividade Biológica: Remineralizante e vitamínico. Diurético. Expectorante.


Usos etnomédicos e médicos: Convalescença. Como revitalizante. Afecções geniturinárias, inflamações das vias respiratórias (bronquite e tosse). Anorexia. Diabetes. Como digestivo e depurativo geral do organismo. Pela sua acção rubefaciante, como estimulante do couro cabeludo em situações de alopecia.


Principais indicações: Como tónico e estimulante do apetite nas anemias e anorexia. Laringite e bronquite.


Contra-Indicações: Não são conhecidas


Efeitos secundários e toxicidade: Doses elevadas ou uso prolongado podem, pelos taninos, originar irritações da mucosa gástrica e, pelos glucosinolatos, originar bócio.


Formas de administração:
Uso interno
- infusão.
Uso externo
-suco recente ou cozimento a 80 g/l.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Actualização do blog


Tinhamos prometido no inicio deste blog, que iriamos actualizá-lo com informação sobre diversas plantas.


Este objectivo não tem sido possível de concretizar até agora... No entanto, esperamos consegui-lo durante estas férias de Natal!


Fiquem atentos!

Inquéritos e Parcerias


Então...

Para a nossa segunda saída de campo, dedicámo-nos a fazer inquéritos fora da escola e a procurar parcerias com farmácias e ervanárias.

Pode-se dizer que os inquéritos correram bem, apesar de algumas pessoas se recusarem a fazer os nossos inquéritos. E acreditem, as razões para tal não eram muito... como se pode dizer... aceitáveis. (Um conselho! Se fizerem inquéritos fora da escola esperem encontrar muitas pessoas que não gostam muito de colaborar!)

Quanto às parcerias, todas as farmácias e parafarmácia a que fomos mostraram-se dispostos a colaborar sem qualquer problema. A ervanária... bem não conseguimos visto esta estar fechada...

Apanhados

E porque achamos que ainda não se riram o suficiente...

Aqui vai outro filme que tem como protagonista... adivinhem... isso mesmo! Marina Carvalhana

Palmas para ela!

1ª Saída de campo

Esta saída de campo... Nem imaginam!

Depois de tantos dias de sol, teve de chover no dia da nossa 1ª saída de campo...
isto é que se chama azar...

Digo-vos, só visto!

Por isso, aqui vai o filme de uma parte da nossa bela e esplendorosa saída de campo!
Divirtam-se!

Olá!

Como já devem ter reparado, não temos actualizado o blogue.
Pois... temos andado muito atarefadas com testes trabalhos e, é claro, saídas de campo!
Isso mesmo! já tivemos a nossa primeira saída de campo, aliás, duas saídas de campo.
Então, seguidamente, passaremos a descrever por alto as nossas saídas de campo...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Oi oi! Aqui está um pequeno filme sobre o nosso trabalho...


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Objectivos


Aqui estão os principais objectivos do nosso trabalho:


- Recuperar a medicina dos nossos antepassados;


- Explicitar os prós e os contras da fitoterapia;


- Explicar o modo mais adequado da aplicação;


- Comparar os preços;


- Participar no concurso "Jovens Cientistas e Investigadores da Fundação da Juventude".

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Medicina em 2 palmos de terra


Olá a todos!
Sinceramente, nenhuma de nós sabe o que dizer, por isso vamos falar um pouco sobre o nosso trabalho.
O nosso tema é a Fitoterapia pois achamos importante que, nos tempos que correm, as pessoas estejam mais informadas quanto a alternativas a medicamentos.

Querem saber mais sobre este assunto?

Então deixem um comentário e nós tentaremos responder a mais depressa possível!

Vamos tentar, todas as semanas, apresentar uma nova planta. Se quiserem uma em especial digam!